- Jonas Henrique - - 31 de maio de 2017 | - 10:19 - - Home » Colunistas» Rotina do Leitor - - Sem Comentários

Um livro “Extraordinário”

capa do livro

Passei alguns momentos pensando em um texto para a minha estreia aqui no Portal Genison Balbino, vários temas e ideias surgiram, mas para essa estreia teria que ser algo realmente especial, algo realmente marcante e que melhor pudesse identificar a essência desta coluna. Então resolvi falar de um dos livros que deveriam estar na nossa lista de leituras obrigatórias, “Extraordinário” de J.R. Palacio.

Uma curiosidade pra lá de interessante é que a ideia da criação deste livro surgiu de uma experiência na qual a autora vivenciou junto dos filhos, quando estavam em uma sorveteria, o seu filho caçula, de 3 anos, assustou-se com uma menina com deformidade facial e começou a chorar e o mais velho ficou bastante alarmado, ela teve que se retirar do local para não causar mais constrangimentos para a família da menina. Foi a partir dai que ela começou a trabalhar na história de Auggie, para ensinar a seus filhos como se portar e a entender essas situações, os mostrando que apesar das diferenças todos são iguais.

Trago está obra de Palacio, devido a sua mensagem, que se faz mais presente do que nunca em nosso dia a dia, ela aborda os vários aspectos do preconceito e bullyng através Auggie, um menino que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial e que de uma forma muito emocionante nos ensina que o que nos somos é mais importante do que a nossa aparência.

      Trecho “Eu gostaria que todos os dias fossem Halloween. Poderíamos ficar mascarados o tempo todo. Então andaríamos por aí e conheceríamos as pessoas  antes de saber como elas são sem máscara.

Quantas vezes nós mesmos não já julgamos alguém por sua aparência? Talvez isso seja uma das atitudes mais comuns, principalmente na vida escolar, e é justamente neste ambiente que a autora traz uma abordagem carregada de reflexões no momento em que Auggie vai para a escola pela primeira vez e tem que enfrentar todas aquelas outras crianças o olhando como se o mesmo fosse um ser de outro planeta e aos poucos, após enfrentar o preconceito dos colegas, vai procurando convencer cada um deles de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

       Trecho “Mamãe e papai também não me acham comum. Eles me acham extraordinário. Talvez a única pessoa no mundo que percebe o quanto sou comum seja eu.”

Por se tratar de um livro infantil, a sua linguagem é simples e de fácil compreensão, e sua narrativa é em 1ª primeira pessoa, ou seja, estamos ali acompanhando o ponto de vista de Auggie em sua narrativa. Apesar de ser voltado para as crianças está obra faz muito sucesso entre o público jovem, principalmente pelo fato de que em diversos momentos acabamos por nos colocar no lugar do protagonista, absorvemos as suas sensações, a sua pureza, suas emoções e que mesmo com essa deformidade facial é apenas um garoto como qualquer outro que apenas que ter amigos e viver feliz.

Quem já teve a oportunidade de ler esta obra sabe o quanto ela é realmente extraordinária, por trazer um personagem tão real e intenso como Auggie. Um livro que superou suas barreiras e que deve ser lido por qualquer um independentemente da idade e que em breve chegará aos cinemas.

“Não Julgue um livro  garoto pela capa  cara”

Gostou do texto ? Quer conhecer outros livros, resenhas e ficar por dentro das novidades do mundo literário das séries e filmes? Corre  e acesse o site www.rotinadoleitor.com.br  

Enium Criação de sites

Deixe seu comentário!

Para: Um livro “Extraordinário”

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: